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Canetas emagrecedoras no pós-parto: busca aumenta, mas há risco para a amamentação?

Estudo vê aumento do uso de medicamentos agonistas do GLP-1 por puérperas em busca de perda de peso, mas efeitos sobre amamentação ainda não são totalmente conhecidos

Canetas emagrecedoras no pós-parto: busca aumenta, mas há risco para a amamentação?
Canetas emagrecedoras no pós-parto: busca aumenta, mas há risco para a amamentação? (Foto: Reprodução)

É normal que, após o parto, a mulher demore alguns meses ou até mais de um ano para eliminar o peso que ganhou durante a gestação. Mas a pressão para retomar o corpo de antes pode fazer com que muitas decidam recorrer a atalhos. Segundo estudo publicado em novembro de 2025 na revista JAMA, é crescente o movimento de puérperas utilizando medicamentos agonistas do receptor de GLP-1, que se popularizaram como as “canetas emagrecedoras”, para acelerar esse processo.

A pesquisa foi desenvolvida por uma equipe de dinamarqueses e canadenses. Eles cruzaram os registros de nascimentos na Dinamarca de janeiro de 2018 a junho de 2024 com dados do sistema nacional de prescrições médicas para identificar as mães de recém-nascidos que preencheram ao menos uma receita de semaglutida ou liraglutida (dois princípios ativos desses fármacos) entre o dia do parto e os primeiros 182 dias do puerpério.

Os resultados indicam uma mudança rápida e expressiva no padrão de uso desses remédios ao longo do tempo. Em 2018, os registros eram inferiores a cinco usuárias a cada 10 mil partos. Seis anos depois, essa mesma taxa saltou para 173 pessoas por 10 mil nascimentos. Ao todo, entre as mais de 382 mil gestações analisadas, 1.549 mulheres recorreram às canetas no pós-parto.

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